• O tráfego de passageiros continuou a recuperar no terceiro trimestre de 2021
• O tráfego voltou aos níveis pré-crise em alguns países (Costa Rica e República Dominicana
• A recuperação na Europa continental (França, Portugal) é encorajadora, na sequência da flexibilização das restrições de viagem e introdução do Certificado Covid da UE
• Outros mercados foram ainda sobrecarregados por restrições persistentes (algumas dos quais estão a ser facilitadas) ou pela pausa prolongada em voos internacionais de longo curso

Cerca de 30 milhões de passageiros viajaram através da rede VINCI Airports no terceiro trimestre de 2021, ou seja, o dobro (98% mais) do que no periodo homólogo de 2020. Em comparação com o terceiro trimestre de 2019, o número de passageiros diminuiu 59%.

A recuperação do tráfego no verão de 2021 confirmou que a tendência é o regresso aos níveis pré-crise. Os números subiram acentuadamente em França, Portugal, Sérvia, Irlanda do Norte, Brasil e Chile e voltaram mesmo aos níveis de 2019 na Costa Rica e na República Dominicana. O facto de a pandemia estar sob controlo na maioria dos países e a introdução do Certificado Covid da UE levou a várias decisões de reabertura parcial de fronteiras. Ilustrando esta tendência ascendente no tráfego internacional, o tráfego doméstico representava a esmagadora maioria do tráfego na rede VINCI Airports em 2020, mas voltou ao nível habitual (28%) este mês de setembro. No entanto, o tráfego internacional ainda não atingiu todo o seu potencial, uma vez que muitos países continuam a aplicar restrições parciais ou totais aos viajantes que entram no país. É o caso do Camboja, Japão e Reino Unido, todos eles continuaram a aplicar regras rigorosas.

A tendência estabilizou em setembro, em comparação com julho e agosto, mas espera-se que volte a subir uma vez que as restrições sejam mais flexibilizadas. O ressurgimento da pandemia em alguns países e um abrandamento das viagens de negócios e de seniores, fez com que o tráfego em setembro estabilizasse ou caísse em alguns aeroportos, enquanto a recuperação continuava noutros. Posto isto, a esperada flexibilização de várias medidas de retenção do tráfego internacional (no Chile, no Reino Unido e no Japão) e o recentemente anunciado plano para reiniciar os voos transatlânticos de e para os Estados Unidos em 1 de novembro, deverá impulsionar a recuperação nos próximos meses. Nas secções abaixo, salvo indicação em contrário, as alterações dos níveis de tráfego em 2021, comparam com os do mesmo período em 2019.
 

  • Em Portugal, o número de passageiros praticamente duplicou neste verão em comparação com o verão passado. Desceram 46% em relação ao verão de 2019. O tráfego no Porto em agosto foi bastante dinâmico (-35%), com algumas rotas a atingirem ou ultrapassarem os níveis de 2019 (Zurique +16%, Luxemburgo +6%, Madeira +32%). O tráfego no Aeroporto do Funchal (Madeira) está quase de volta ao nível de 2019 (5% menos em agosto). A tendência abrandou em setembro, mas a decisão de abrir as fronteiras a turistas do Brasil em 1 de setembro e de flexibilizar as restrições ao tráfego transatlântico de e para os Estados Unidos deve estimular a procura de voos este Inverno.
     
  • No Reino Unido, o tráfego continuou severamente dificultado pelas medidas asfixiantes do tráfego internacional que o governo britânico continuou a impor ao longo do verão. O número de passageiros em Londres Gatwick era mais elevado do que no verão de 2020, mas ainda significativamente abaixo do verão de 2019. Devido à ausência de restrições nas viagens domésticas, o tráfego do Aeroporto Internacional de Belfast aumentou mais significativamente. Voos de e para grandes cidades britânicas como Londres (Gatwick, 14% abaixo), Liverpool (11% abaixo) e Manchester (16% abaixo) deu um contributo particularmente substancial. A procura de viagens aéreas poderá recuperar assim que as regras relativas a viagens internacionais sejam simplificadas em 4 de outubro e logo que os voos transatlânticos de e para os Estados Unidos possam recomeçar. A JetBlue, uma companhia aérea, teve o seu voo inaugural entre Gatwick e Aeroporto John F. Kennedy, em Nova Iorque, a 30 de setembro. Fornecerá, por agora quatro serviços por semana e depois voos diários a partir de novembro.
     
  • Em França, a época estival foi marcada essencialmente por voos para destinos turísticos. Em Nantes, o número de passageiros ultrapassou os níveis de 2019 em algumas rotas domésticas, incluindo Nice (+29%), Ajaccio (+49%) e Bastia (+29%) e algumas internacionais, como Barcelona (+13%) e Palma (+12%). O Aeroporto de Toulon Hyères beneficiou do adiamento de alguns voos internacionais até agosto: os voos de e para Orly e Charles de Gaulle em Paris voltaram ao nível de 2019 e o tráfego de e para outros destinos aumentou consideravelmente (Brest aumentou 35%, Nantes 3,5 vezes mais alto, Ajaccio 12%, Bastia 39%). O tráfego no aeroporto de Lyon-Saint Exupéry também cresceu significativamente ao longo do terceiro trimestre de 2021. Algumas rotas domésticas como as de e para a Córsega (com Ajaccio a subir 17% e Bastia a subir 28%) e outras rotas de e para o sul da Europa (com Porto a descer 19% e Palma a subir 22%) contribuiu substancialmente. A tendência abrandou no final do trimestre, à medida que o número de viajantes de negócios e seniores diminuía.
     
  • Na Sérvia, o número de passageiros triplicou em relação ao verão de 2020. Em julho e agosto, a procura de voos foi impulsionada por destinos turísticos na Turquia (Antalya + 13%) e no Egipto (Hurghada + 30%). O tráfego diminuiu no final do trimestre devido a um ressurgimento da pandemia, mas os horários de voo das companhias aéreas para os próximos meses ainda parecem encorajadores.
     
  • Na Suécia, o tráfego no Aeroporto Skavsta de Estocolmo mais do que duplicou em relação ao verão de 2020, especialmente devido à rápida procura de voos de e para a Polónia, para visitar amigos e familiares.
     
  • No Japão, o estado de emergência permaneceu em vigor durante o verão e a pandemia agravou-se, amortecendo o aumento do tráfego que tinha começado em agosto, quando a época de férias começou. A maior parte do tráfego era nacional, uma vez que as medidas de controlo de fronteiras do país continuam a restringir as viagens internacionais.
     
  • No Camboja, as restrições muito apertadas à entrada de passageiros no país permaneceram em vigor, impedindo o reinício do tráfego durante o trimestre.
     
  • Nos Estados Unidos, o número de passageiros no Aeroporto Internacional de Orlando Sanford está gradualmente a aproximar-se do nível de 2019. O tráfego em algumas rotas foi ainda mais elevado do que em 2019 (Asheville +22%, Allentown +7%, Cincinnati +5%). Como sinal desta recuperação, Swoop e Flair, duas companhias aéreas canadianas low cost, anunciaram planos para novos serviços entre o Canadá e Orlando este inverno.
     
  • Na Costa Rica, o tráfego voltou aos níveis de 2019 (+ 0,5%). O país, que atenuou ainda mais as restrições de viagens no início de agosto, está a assistir a um tráfego de passageiros dinâmico para e dos Estados Unidos, especialmente nos serviços para Nova Iorque (JFK, +40%), Los Angeles (+7%) e Miami (+2%). A American Airlines iniciará voos semanais para Chicago a 6 de novembro.
  • O tráfego nos aeroportos da República Dominicana pairou acima dos níveis pré-pandémicos durante várias semanas. Os principais contribuintes foram os voos entre Santo Domingo e a costa oriental (Newark Liberty servindo Nova Iorque com +53%, Boston com +41%, Fort Lauderdale com +52% e Miami com +23%), e voos transatlânticos (Madrid com +22%). O apelo do destino entre os turistas norte-americanos levou várias companhias aéreas a começarem a prestar novos serviços - por exemplo, a Spirit Airlines, que começou a operar 4 voos diários entre Orlando e Santo Domingo em 8 julho.
     
  • O número de passageiros que viajaram através do Aeroporto Salvador Bahia, no Brasil, triplicou em comparação com o verão de 2020 e continua a subir em direção aos níveis de 2019. Algumas rotas atrairam mais passageiros do que em 2019, por exemplo as de e para São Paulo (Congonhas +4%, Viracopos +17%) e Rio (Santos Dumont, 6 vezes mais). Ilustrando esta dinâmica, a companhia aérea Azul começará a operar 3 novos serviços entre Salvador e Montes Claros, Porto Velho e São José do Rio Preto, a 17 de dezembro.
     
  • No Chile, o tráfego é 57% mais baixo do que no verão de 2019, mas cresceu 21 pontos percentuais em relação ao trimestre. À medida que a pandemia diminuiu, a maioria das regiões reabriu e o tráfego doméstico de e para Santiago foi retomado. O tráfego internacional continua a ser lento, pois as fronteiras continuam fechadas, mas poderá recuperar com a abertura do país a turistas estrangeiros em 1 de outubro, que é quando começa a época turística no hemisfério sul.